Brasília: oposição tenta barrar Erika Hilton após votação contestada na Comissão da Mulher

A eleição de Erika Hilton para comandar a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara ainda nem esfriou — e já virou uma verdadeira batalha nos bastidores de Brasília.

Erika Hilton após votação contestada na Comissão da Mulher

Nos corredores do Congresso, o que era para ser apenas uma posse histórica rapidamente se transformou em um confronto político pesado, com direito a recurso oficial, questionamentos e acusações indiretas.

Votação sob suspeita e reação imediata

Deputadas da oposição decidiram partir para o ataque e entraram com um recurso para tentar anular a eleição. O principal argumento? A votação.

Segundo elas, Erika recebeu menos votos favoráveis do que votos em branco — e, mesmo assim, acabou confirmada no cargo após uma segunda rodada considerada “irregular” por parlamentares contrárias.

Nos bastidores, o clima é de revolta. Parlamentares afirmam que o processo “forçou” um resultado já esperado, já que o PSOL tinha direito de indicar o nome para a presidência da comissão.

Discurso público x tensão nos bastidores

Enquanto isso, oficialmente, o discurso tenta manter a aparência institucional. Na posse, Erika Hilton falou em união e afirmou que sua gestão será voltada para “todas as mulheres”, destacando inclusão e diversidade.

Mas fora do microfone, a história é outra.

A sessão que marcou o início dos trabalhos foi descrita como tumultuada, com protestos, falas duras e até manifestações públicas de deputadas contrárias à escolha.

Tentativa de mudar regras no meio do jogo

E a ofensiva não parou por aí.

Aliados da oposição já discutem até mudanças no regimento da Câmara para limitar quem pode ocupar o comando da comissão — uma medida vista como resposta direta à eleição de Erika.

A proposta, porém, é considerada frágil e com poucas chances de avançar.

Uma presidência sob pressão

Mesmo confirmada no cargo, Erika Hilton começa sua gestão cercada de pressão política e sob vigilância constante da oposição.

O que era para ser apenas mais uma troca de comando virou um dos episódios mais tensos recentes dentro da Câmara — e tudo indica que essa disputa está longe de acabar.

Nos bastidores, a pergunta que não quer calar:
essa presidência vai conseguir se sustentar… ou será alvo de novos ataques nos próximos dias?

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