Em Caraguatatuba, um mini boi de um metro de altura conquistou o coração de uma família, vivendo dentro de casa, assistindo televisão e passeando pelas ruas como um verdadeiro pet.
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Em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo, uma família encontrou um companheiro bastante incomum. Soberano, um mini boi de apenas um metro de altura, deixou para trás a vida típica de campo para viver dentro de casa, tornando-se o xodó do tutor Aquiles Ribeiro e de sua filha, Emanuela, de 7 anos.
Um membro especial na rotina familiar
O que começou como uma tentativa de amansar um animal de porte reduzido para viver no pasto transformou-se em uma relação de afeto profunda. Aquiles, que adquiriu o animal há cerca de um ano e oito meses, conta que Soberano adaptou-se tão bem ao ambiente doméstico que ganhou até um quarto transformado em baia. A rotina do boi inclui momentos de lazer no sofá da sala, onde costuma assistir à televisão, e passeios constantes pela orla da praia, onde costuma chamar a atenção dos moradores locais.
O carinho é tanto que o tutor rejeitou propostas financeiras elevadas, chegando a recusar ofertas de até R$ 100 mil pelo animal. Para Aquiles, Soberano é, literalmente, um segundo filho, e o vínculo afetivo é o que dita a convivência diária:
Ele é doce, é manso, bem tranquilo. A emoção é muito grande, ter um boi desse com pet, um carinho, um amor que não se compara.
Cuidados e atenção à saúde
Apesar da vida doméstica, o cuidado com Soberano é rigoroso. Atualmente, o mini boi passa por um processo de reeducação alimentar supervisionado por uma veterinária. O animal, que pesava mais de 410 quilos, precisou reduzir o peso para garantir mais qualidade de vida, já tendo eliminado mais de 60 quilos através do ajuste na ração baseada em farelo de soja, milho e trigo.
Especialistas em veterinária, como o professor Gustavo Grillo, da Univap, alertam que manter animais de grande porte como pets exige responsabilidade extrema. O cuidado envolve não apenas o manejo da dieta — que deve ser composta por 70% de fibras vegetais — mas também a atenção a comportamentos naturais da espécie. Como ruminantes, esses animais necessitam de tranquilidade após as refeições e, dependendo do sexo, podem manifestar comportamentos territoriais mesmo quando domesticados. O controle sanitário, incluindo vacinas contra raiva e manqueira, além de testes regulares para brucelose e tuberculose, são indispensáveis para garantir a segurança da família e a saúde do animal.
Fonte: G1