Em passagem por Minas Gerais, o candidato à Presidência Renan Santos detalhou medidas como a construção de superpresídios e a criação de metas punitivas para prefeitos e governadores.
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O candidato à Presidência, Renan Santos, movimentou o cenário político durante sua agenda oficial em Minas Gerais nesta sexta-feira (28). Em uma série de declarações, o presidenciável apresentou um conjunto de propostas focadas em reformas estruturais e uma postura mais rígida no combate ao crime organizado.
Combate ao crime e reocupação territorial
Um dos pontos centrais da fala do candidato foi a área da segurança pública. Santos defendeu uma abordagem incisiva, que chamou de "guerra contra as facções criminosas". Entre as medidas citadas, destacam-se a construção de novos superpresídios, o endurecimento das penas e a reforma das leis de execução penal.
O político foi além e sugeriu a possibilidade de decretar estado de defesa em regiões críticas, permitindo uma "reocupação territorial" pelas forças de segurança locais, com o suporte auxiliar das Forças Armadas. Para simbolizar seu posicionamento, o candidato participou de uma ação simbólica de limpeza de muros que exibiam emblemas associados a facções.
Lei de Responsabilidade Gerencial
Além da segurança, o plano de governo apresentado introduz a chamada Lei de Responsabilidade Gerencial. A proposta pretende estabelecer indicadores de desempenho claros para gestores estaduais e municipais em áreas fundamentais como educação, saúde e saneamento. Segundo Santos, o sucesso ou fracasso em atingir essas metas pode impactar diretamente o repasse de emendas e investimentos, podendo levar, em casos extremos, à inelegibilidade do gestor.
Se eles cumprem esses pontos, eles podem receber mais investimentos, inclusive emendas. Se não cumprem, o prefeito pode ficar inelegível, afirmou o candidato durante o evento.
Infraestrutura e Dívidas Estaduais
Sobre a economia dos estados, Renan condicionou qualquer renegociação de dívidas à implementação de reformas administrativas e previdenciárias por parte dos governos regionais. No âmbito da infraestrutura, o candidato propôs priorizar o escoamento de produção em áreas estratégicas, custeando os projetos através de cortes nos gastos obrigatórios do orçamento federal.
Por fim, o presidenciável mencionou um "marco nacional de desfavelização", que visa a remoção de famílias de áreas de risco e sua realocação em novos bairros projetados para estarem próximos a centros que ofereçam oportunidades de emprego.
Fonte: G1