
Uma chamada criada para promover filmes virou uma crise inesperada: o vídeo misturava apresentadores brasileiros, astros de Hollywood e personagens famosos gerados por inteligência artificial.
A Globo retirou de suas redes sociais um comercial que transformava Luciano Huck em Hulk e colocava Marcos Mion em uma cena inspirada em Tom Cruise. A peça, produzida com inteligência artificial, foi exibida na televisão e rapidamente virou alvo de críticas.
O que deveria chamar atenção para a programação de filmes acabou provocando perguntas sobre qualidade, direitos de imagem e o limite do uso de rostos famosos por ferramentas de IA.
O comercial que parecia impossível
Na montagem, nomes da Globo interagiam com personagens e artistas internacionais. Ana Maria Braga, Louro José, Marcos Mion e Luciano Huck apareciam em situações criadas digitalmente ao lado de figuras ligadas a grandes produções do cinema.
O trecho mais compartilhado mostrava Huck assumindo a aparência do gigante verde da Marvel. Mion, por sua vez, aparecia em uma referência visual ao astro Tom Cruise.
Por que o vídeo foi apagado?
Horas depois da repercussão, as publicações desapareceram dos perfis oficiais. Veículos especializados também noticiaram uma possível notificação extrajudicial relacionada ao uso de personagens e imagens associados a estúdios de Hollywood.
Até então, não havia uma explicação pública detalhada da Globo sobre todos os motivos da retirada. Por isso, é importante separar o que está confirmado — o vídeo foi publicado, criticado e removido — da informação sobre a notificação, tratada como relato divulgado pela imprensa.
Internautas criticaram a aparência
Parte do público classificou as imagens como artificiais e mal-acabadas. Outros usuários foram além da estética e questionaram se atores internacionais teriam autorizado a recriação de seus rostos.
O caso ganhou força justamente porque a inteligência artificial já provoca tensão em Hollywood. Artistas e estúdios discutem regras para impedir que a imagem de profissionais seja reutilizada sem controle.
Uma propaganda virou debate nacional
A Globo tentou produzir uma chamada grandiosa, misturando o elenco da casa com blockbusters. O resultado, porém, mostrou que a tecnologia também pode criar um problema de imagem quando o público percebe falhas ou não entende onde termina a homenagem e começa a imitação.
Para o Foco Nas Estrelas, o episódio deixa uma pergunta que ainda vai aparecer muitas vezes: até onde emissoras e marcas podem usar inteligência artificial para colocar famosos em cenas que nunca gravaram?
Relembre também o vazamento que revelou uma eliminação da “Dança dos Famosos” antes da TV.