
Aos 88 anos, atriz apresenta ambiente marcado por lembranças da mãe, devoção religiosa e memórias de sua origem em Pernambuco.
Aos 88 anos, Arlete Salles transformou a própria casa no Rio de Janeiro em um refúgio cercado por memórias familiares e referências às suas raízes pernambucanas. A atriz abriu as portas da residência no programa *Lar*, do canal Casa GNT, e mostrou detalhes da decoração que ajudam a contar sua história.
Longe dos estúdios, do teatro e dos compromissos profissionais, Arlete encontra conforto em um ambiente de tons pastéis, cores suaves e objetos escolhidos por seu valor emocional. O espaço funciona como uma galeria particular, com fotografias, obras de arte e lembranças de diferentes fases da vida.
Fotografias da mãe ocupam lugar especial
Um dos pontos mais afetivos da casa é o conjunto de imagens que registra a convivência da atriz com a mãe, Severina. Arlete contou que as duas tinham personalidades diferentes e enfrentaram alguns estranhamentos, mas nunca deixaram de ser próximas.

Mãe e filha permaneceram inseparáveis e jamais moraram separadas. Por isso, as fotografias não aparecem apenas como itens decorativos. Elas preservam a presença de Severina e mantêm vivo um vínculo que continua fazendo parte do cotidiano da atriz.
Entre as peças expostas, também está uma tela com a palavra “afeto”. Arlete comprou o quadro em Recife, durante um aniversário em que se sentia melancólica e com saudade de casa.
Ao passar por uma galeria, encontrou na obra uma palavra que traduzia exatamente o que estava sentindo. A atriz decidiu então presentear a si mesma com o quadro, que ganhou um lugar de destaque na residência.

Casa mantém vivas as raízes pernambucanas
Nascida em Pernambuco, Arlete Salles também usa a decoração para preservar a ligação com o estado onde cresceu. A saudade da terra natal aparece nos objetos, nas lembranças e até na maneira como ela fala, sem abrir mão do sotaque nordestino.
A atriz revelou ainda que gosta especialmente de observar a chuva pela janela. O hábito vem da infância e está ligado à ideia de vida, renovação e alívio que a água representa para a natureza.

A devoção a São Francisco também faz parte desse universo íntimo. Ao reunir referências religiosas, fotografias da família e obras escolhidas em momentos marcantes, Arlete criou uma casa que funciona como abrigo emocional e espaço de reconexão com suas origens.