
A jovem de 21 anos estava na fase final da faculdade e trabalhava distribuindo panfletos quando foi morta ao resistir a uma tentativa de estupro.
A cidade de Londrina, no Paraná, foi palco de um crime que gerou forte comoção pública. Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos, teve sua vida interrompida enquanto realizava um trabalho temporário de divulgação nas proximidades de uma academia da região.
A jovem foi atingida por diversos golpes de faca após tentar se defender de uma investida violenta na tarde de sexta-feira (11/9). O caso mobilizou forças policiais locais e reacendeu debates sobre a violência contra a mulher na comunidade.
Detalhes do ataque e andamento das investigações
De acordo com as apurações iniciais das autoridades, o responsável pelo ataque é um homem também de 21 anos, que acabou preso logo após o ocorrido. Em depoimento prestado à polícia, o investigado admitiu que observou a jovem à distância durante algum tempo antes de fazer a abordagem.
O suspeito afirmou ter tentado praticar um crime sexual contra a estudante. Como Thaissa reagiu e resistiu à investida, ele a atacou com uma faca, provocando ferimentos severos que causaram a morte no próprio local. A Polícia Civil do Paraná mantém o homem detido e prossegue com as investigações para a conclusão do inquérito.
Trajetória acadêmica e trabalho
Thaissa Gabriely viva um momento decisivo em sua formação acadêmica e planos futuros. Ela era aluna do curso de Nutrição no Centro Universitário Filadélfia (UniFil) e já se encontrava na reta final da graduação.
Buscando conciliar os estudos com a rotina profissional, a jovem havia sido contratada recentemente para atuar na distribuição de panfletos. Ela cumpria o expediente de trabalho no momento exato em que foi abordada pelo agressor em frente ao estabelecimento comercial.
Repercussão oficial e homenagens
A tragédia provocou reações de entidades civis e órgãos públicos. A Prefeitura de Londrina divulgou uma nota oficial lamentando o falecimento de Thaissa e expressando solidariedade aos familiares da estudante.
O Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem) também se pronunciou, destacando a trajetória, os vínculos e os projetos de vida que foram interrompidos de forma violenta. A entidade prestou condolências aos amigos, parentes e à comunidade acadêmica da UniFil, ressaltando a necessidade de enfrentar a violência estrutural contra as mulheres.