
O valor reflete a estrutura do complexo, a capacidade para centenas de convidados e o peso simbólico de um dos endereços mais luxuosos do Recife.
O casamento de Juliette e Kaique Cerveny no Recife teve como cenário um dos espaços mais sofisticados da capital pernambucana. Para realizar uma festa no Instituto Ricardo Brennand, conhecido como Castelo de Brennand, os noivos desembolsam cerca de R$ 90 mil, segundo informações atribuídas à revista Quem.
O valor ajuda a explicar por que o local foi escolhido para uma celebração com convidados famosos, mas não representa apenas o aluguel de um salão comum. O complexo reúne uma capela, área para eventos, jardins, museu, pinacoteca, biblioteca e restaurante, em uma propriedade cercada por Mata Atlântica preservada.
A leitura mais justa é que o preço está ligado à combinação entre estrutura e exclusividade. A galeria de eventos tem aproximadamente 1.000 metros quadrados e comporta até 700 pessoas. Já a Capela Nossa Senhora das Graças recebe cerca de 300 convidados. Para uma cerimônia de grande porte, essa integração entre o espaço religioso e a festa reduz a necessidade de deslocamentos e cria uma experiência visual única.
Um castelo com peso histórico e cultural
O Instituto Ricardo Brennand foi criado em 2002 pelo empresário Ricardo Brennand, nas terras do antigo engenho São João. Com área de 77.603 metros quadrados, o espaço se consolidou como um complexo cultural, e não somente como um endereço para eventos.
A propriedade recebeu, em 2014, o título de Melhor Museu da América do Sul no prêmio Travelers’ Choice, do TripAdvisor. Esse reconhecimento não determina o preço de um casamento, mas ajuda a dimensionar o prestígio do cenário escolhido por Juliette. A cerimônia ocorre dentro de um ambiente que já tem valor arquitetônico, cultural e turístico antes mesmo de receber qualquer decoração.
Por isso, o custo de cerca de R$ 90 mil deve ser entendido como uma referência para o uso do espaço, não como o preço final de toda a celebração. O valor total de uma festa também dependeria de serviços como decoração, alimentação, música, fotografia e produção, mas esses itens não foram informados.
A escolha combina com o tamanho da celebração
Juliette e Kaique já haviam oficializado a união no fim de setembro, em uma cerimônia reservada para pais e irmãos na Paraíba. A segunda celebração, realizada em 29 de outubro, ampliou a lista para familiares e amigos. A própria cantora explicou que agora a festa seria “com todo mundo da família e amigos”.
A decisão de fazer duas etapas revela uma diferença importante entre os momentos. A primeira união foi íntima. A cerimônia no Recife foi pensada para receber um grupo maior, com padrinhos como Anitta, Chico César, Flora e Gilberto Gil, Giovanna Ewbank, Bruno Gagliasso, Tati Machado e Bruno Monteiro.
Nesse sentido, o Castelo de Brennand não aparece apenas como um luxo decorativo. A capacidade do espaço responde a uma necessidade concreta da festa: reunir muitas pessoas em um local capaz de acomodar cerimônia e recepção. O cenário grandioso acompanha a dimensão pública que o casal decidiu dar à segunda celebração.
O endereço também já recebeu casamentos de figuras públicas como João Gomes e Ary Mirelle, além de Renato Góes e Thaila Ayala. Ainda assim, o ponto central da escolha está menos na lista de nomes e mais na estrutura oferecida pelo complexo. Com uma tarifa estimada em R$ 90 mil, trata-se de uma opção voltada a eventos de alto padrão, em que o próprio local funciona como parte principal da experiência.
A cerimônia teve momentos marcantes, como a entrada de Kaique ao som de “Todo Homem” e a caminhada de Juliette ao altar embalada por “Asa Branca”, durante o pôr do sol. Esses detalhes reforçam que o castelo não foi apenas um espaço de recepção: a arquitetura, a paisagem e a capela participaram diretamente da construção visual e simbólica do casamento.