
Campeã de 19 torneios de Grand Slam, Maria Esther Bueno rompeu barreiras no esporte e ajudou a transformar o tênis feminino.
Maria Esther Bueno completaria 97 anos neste domingo, 11 de outubro de 2026. Conhecida como a “Bailarina do Tênis”, a brasileira acumulou 19 títulos de Grand Slam e se tornou uma das maiores atletas da história do país.
Sua trajetória foi marcada por vitórias, pioneirismo e enfrentamentos ao machismo no esporte. Maria Esther também se destacou pelo estilo elegante, pelo figurino ousado e por uma forma inovadora de jogar.
Seis fatos que marcaram a carreira
1. Foi a primeira brasileira número 1 do mundo
Maria Esther alcançou o topo do ranking mundial de tênis em três anos: 1959, 1964 e 1966. Ela foi a primeira atleta brasileira, entre homens e mulheres, a chegar à liderança da modalidade.
2. Conquistou 19 títulos de Grand Slam
Ao longo da carreira, a tenista venceu 19 torneios de Grand Slam. O número ajudou a consolidar sua reputação internacional e colocou seu nome entre os maiores do esporte.
No total, Maria Esther Bueno conquistou 589 títulos.
3. Venceu uma final do US Open em apenas 19 minutos
Em 1964, a brasileira ganhou a decisão do US Open em apenas 19 minutos. O resultado estabeleceu um recorde histórico de rapidez em uma final de Grand Slam.
A marca reforçou a imagem de uma jogadora extremamente eficiente e técnica, capaz de controlar a partida mesmo em uma época de equipamentos muito diferentes dos atuais.

4. Ajudou a mudar o saque feminino
Maria Esther foi uma das pioneiras na transformação da técnica do saque feminino. Com as pesadas raquetes de madeira usadas naquele período, ela torcia o dorso e saltava em direção à bola para gerar mais potência.
O movimento era incomum para a época e contribuiu para abrir caminho a um estilo de jogo mais agressivo entre as mulheres.
5. O figurino rosa virou símbolo de ousadia
A tenista também chamou atenção pela aparência em quadra. A calcinha rosa usada por ela foi considerada ousada e chegou a escandalizar parte do público em um período no qual as atletas ainda enfrentavam cobranças rígidas sobre roupas e comportamento.
O visual ajudou a fortalecer a imagem de Maria Esther como uma esportista elegante, mas também disposta a desafiar padrões.
6. Dividiu capa com Pelé
Na década de 1960, Maria Esther estampou a capa da revista *O Cruzeiro* ao lado de Pelé. Os dois eram símbolos brasileiros que conquistavam reconhecimento internacional em suas respectivas modalidades.
A presença conjunta refletia o tamanho da projeção alcançada pela tenista, que ultrapassou os limites das quadras e se tornou uma figura conhecida no país.
Uma carreira que enfrentou o machismo
Maria Esther Bueno construiu sua história em uma época em que o esporte feminino recebia menos espaço, investimento e reconhecimento. Suas conquistas ajudaram a questionar a ideia de que as mulheres deveriam ocupar um papel secundário nas competições.
Por isso, sua importância não se resume aos 19 títulos de Grand Slam ou ao primeiro lugar do ranking. A “Bailarina do Tênis” também deixou como legado a mudança na forma de jogar, de se vestir e de ocupar o espaço público como atleta brasileira.