
Criadora de conteúdo compartilhava a rotina como mulher autista e mãe de uma criança também diagnosticada com autismo.
A influenciadora digital Fernanda Fialho morreu aos 29 anos. Conhecida por comandar o perfil Para Que Tabu, ela usava as redes sociais para falar sobre autismo, maternidade atípica e os desafios da vida adulta. A causa da morte não foi informada.
A morte foi divulgada na sexta-feira, 2 de outubro, e confirmada em uma publicação de homenagem. Fernanda Nathany Fialho Silva nasceu em 9 de novembro de 1996 e morreu em 1º de outubro de 2026.
“Seu amor, sua voz e sua história permanecem entre nós”, dizia a mensagem publicada em memória da influenciadora.
Fernanda reunia mais de 160 mil seguidores. Diagnosticada com autismo nível 2 de suporte, ela também era mãe de Ana Laura, de 5 anos, que está no espectro autista.
Conteúdo sobre autismo e maternidade
Na descrição do perfil, Fernanda se apresentava como “uma autista e mãe de autista tentando sobreviver a vida adulta”. O conteúdo mostrava momentos da rotina familiar e abordava situações enfrentadas por pessoas neurodivergentes.
O perfil Para Que Tabu foi criado em 2018. Segundo Fernanda, a ideia surgiu como um espaço para compartilhar sua rotina entre consultas com psicólogos, psiquiatras e tratamentos.
Com o passar dos anos, a página passou a acompanhar também a chegada de Ana Laura, o diagnóstico precoce da menina e o diagnóstico tardio da própria influenciadora.
“Quando a Ana Laura chegou, veio o diagnóstico precoce dela, o meu diagnóstico tardio… e o perfil cresceu junto com a gente”, escreveu em uma publicação recente.
Último relato abordou necessidade de supervisão
Em seu último vídeo publicado, Fernanda falou sobre a necessidade de suporte e supervisão enfrentada por algumas pessoas neurodivergentes durante a vida adulta.
Ela explicou que o acompanhamento era importante para sua segurança e ajudava a evitar situações de risco em momentos difíceis. Ao mesmo tempo, relatou o impacto emocional de sentir que estava constantemente sob supervisão.
A influenciadora afirmou ser grata por ter acesso ao apoio necessário, mas reconheceu que a situação também podia provocar uma sensação de restrição.