
Ex-Paquita afirma que episódios com sua participação seguem sendo exibidos e comercializados sem autorização atual ou pagamento dos direitos.
Andréa Sorvetão entrou na Justiça contra a TV Globo e a Renato Aragão Produções Artísticas Ltda., empresa responsável pela carreira de Renato Aragão, para cobrar direitos relacionados à exibição de episódios de Os Trapalhões.
A ex-Paquita de Xuxa afirma que materiais audiovisuais com sua participação continuam sendo exibidos ou comercializados sem uma autorização vigente e sem o pagamento dos valores correspondentes.
A ação envolve trabalhos realizados por Andréa no humorístico durante os anos 1990. Segundo a petição inicial, ela assinou contratos ligados à atuação artística entre 1991 e 1993. A artista sustenta que esses vínculos chegaram ao fim e que os documentos não autorizavam o uso contínuo de suas interpretações em novas mídias.
Mesmo assim, de acordo com a alegação apresentada no processo, episódios em que Andréa aparece ainda são exibidos na televisão aberta.
Defesa questiona responsabilidade por pagamentos
A Renato Aragão Produções Artísticas apresentou contestação no caso. A defesa do humorista questiona se a empresa deve responder pelos pagamentos reivindicados pela ex-Paquita.

Os advogados também argumentam que os direitos de exibição e exploração de Os Trapalhões foram adquiridos pela Globo. Com isso, a defesa tenta afastar da produtora de Renato Aragão a responsabilidade direta pelos valores cobrados na ação.
A disputa, portanto, não envolve apenas a participação de Andréa no programa. O processo também discute quem detém os direitos sobre o conteúdo e quem deveria pagar pelos usos feitos ao longo dos anos.
Relação com o programa dos anos 1990
Andréa Sorvetão, cujo nome completo é Andréa Maria de Faria Antunes, participou de produções relacionadas a Os Trapalhões durante a década de 1990. O programa, comandado por Renato Aragão no papel de Didi, foi um dos principais humorísticos da televisão brasileira.
A ex-Paquita afirma que a utilização atual de imagens e interpretações feitas naquele período não estaria coberta pelos contratos assinados entre 1991 e 1993. A Globo e a empresa de Renato Aragão são citadas na ação justamente por causa da exploração desse material.
Renato Aragão já aparece em outras disputas judiciais, incluindo um processo envolvendo a própria filha. No caso de Andréa Sorvetão, a contestação apresentada pela empresa que administra sua carreira passou a integrar a discussão sobre os direitos de Os Trapalhões.