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Irmãos Jackson mantêm união apesar da disputa pela herança

Paris, Prince e Bigi Jackson juntos em um evento público

Os três filhos de Michael Jackson construíram carreiras diferentes, mas preservam a proximidade familiar diante de uma disputa patrimonial complexa.

A vida adulta dos três filhos de Michael Jackson é marcada por uma combinação pouco comum: trajetórias independentes, aparições públicas pontuais e uma união que também aparece na forma como enfrentam questões ligadas à herança do pai.

Paris, Prince e Bigi Jackson cresceram sob forte proteção da privacidade. Quando Michael Jackson morreu, em 2009, os três ainda eram crianças: Prince tinha 12 anos, Paris, 11, e Bigi, 7. A perda aconteceu em uma fase decisiva da formação dos irmãos e fez com que a relação entre eles se desenvolvesse longe da exposição constante.

Hoje, eles seguem caminhos profissionais distintos. Prince, de 29 anos, formou-se em administração de empresas pela Universidade Loyola Marymount e trabalha com produção audiovisual. Ele também lidera a Heal Los Angeles Foundation, organização voltada ao apoio de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.

Paris, de 28 anos, construiu uma carreira própria como cantora, compositora, modelo e atriz. Seu álbum de estreia, *Wilted*, foi lançado em 2020 e apresentou uma identidade ligada ao rock e à música alternativa. A artista também atua no mercado da moda e participa de eventos internacionais.

Bigi, o caçula, tem uma presença pública bem menor. Aos 24 anos, trabalha com direção e roteiro. Em 2024, escreveu e dirigiu o curta-metragem de drama *Rochelles*, premiado como Melhor Drama no Santa Monica Film Festival.

Paris, Prince e Bigi Jackson juntos em um evento público

A proximidade aparece em momentos específicos

A relação entre os irmãos não é exposta diariamente, mas se torna visível em ocasiões importantes. Em março de 2024, os três compareceram juntos à estreia londrina do musical *MJ: The Musical*, produção baseada na trajetória artística do pai.

O encontro ajudou a mostrar que a distância entre as carreiras não significou afastamento familiar. Prince atua nos bastidores e em projetos sociais; Paris combina música, moda e atuação; Bigi prefere uma rotina mais reservada no cinema. Mesmo assim, eles já dividiram eventos públicos em momentos ligados à memória de Michael.

Paris, Prince e Bigi Jackson juntos em um evento público

Essa proximidade também aparece na disputa atual pelo patrimônio do cantor. Em 29 de outubro de 2026, Paris acionou a Justiça de Los Angeles para pedir a transferência de US$ 600 milhões, cerca de R$ 3,2 bilhões, para um fundo familiar destinado aos três irmãos.

Na petição, ela questiona a administração do espólio pelo advogado John Branca e afirma que os recursos previstos ainda não foram integralmente transferidos ao fundo. O pedido não é uma decisão definitiva sobre a divisão da herança: depende de análise judicial, com audiência marcada para 4 de dezembro de 2026.

A disputa não apaga a união, mas expõe a complexidade da herança

O ponto mais relevante é que a batalha envolve os três filhos como beneficiários de um patrimônio que continua movimentando valores por royalties, licenciamentos e negociações de direitos ligados à obra de Michael Jackson.

Paris, Prince e Bigi Jackson juntos em um evento público

Paris sustenta que o fundo familiar permanece sem financiamento completo, apesar dos recursos gerados pelo espólio. A administração nega as acusações e afirma que mais de US$ 200 milhões já foram distribuídos em benefício dos herdeiros. Também argumenta que questões judiciais e tributárias, incluindo uma disputa com a Receita Federal dos Estados Unidos, precisam ser resolvidas antes da transferência integral.

As versões diferentes mostram por que a situação não pode ser reduzida a uma simples briga familiar. O caso envolve a administração de um patrimônio bilionário, obrigações fiscais e decisões sobre direitos musicais e propriedade intelectual. A venda de participação na EMI Music Publishing, negociações envolvendo o catálogo musical com a Sony e a venda do rancho Neverland fazem parte da dimensão financeira deixada pelo cantor.

A leitura mais consistente, portanto, é que os três irmãos conseguiram manter uma relação próxima mesmo sem seguir a mesma profissão ou adotar o mesmo nível de exposição. A disputa judicial acrescenta tensão ao cenário, mas não comprova rompimento entre eles. Até agora, o que os fatos sustentam é uma família unida diante de uma estrutura patrimonial difícil de administrar, com Paris assumindo a iniciativa legal em nome dos interesses que compartilha com Prince e Bigi.

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