
Declaração de André Caetano reforça relacionamento, mas também traz de volta críticas antigas enfrentadas por Babi Cruz.
Uma foto de Babi Cruz sorrindo ao lado de André Caetano durante um dia de praia diz pouco sobre a rotina do casal, mas revela muito sobre o tipo de julgamento que ainda acompanha a empresária. Publicado na segunda-feira (2), o registro veio acompanhado de uma declaração direta do namorado: “O tempo tá passando e ratificando a nossa relação!! Eu te amo!!”.
A mensagem reforça que o relacionamento continua, mas também recoloca em discussão uma história que foi julgada desde o início. Babi tinha 64 anos quando apareceu na imagem e já havia enfrentado críticas por assumir o romance enquanto Arlindo Cruz ainda estava vivo, embora debilitado após um AVC hemorrágico sofrido em 2017.
A leitura mais justa do episódio não está em tratar a postagem como provocação ou resposta indireta. O que existe, de forma concreta, é um casal que decidiu tornar o vínculo público e uma mulher cuja vida afetiva passou a ser analisada a partir da condição de saúde do ex-marido. Essa associação ajudou a transformar uma escolha pessoal em debate público.
O relacionamento começou antes da morte de Arlindo
Babi e André se conheceram em 2022, durante a campanha eleitoral em que ela disputou uma vaga de deputada estadual. Ele atuava como coordenador da campanha. Os dois começaram a namorar em junho daquele ano e assumiram a relação publicamente em fevereiro de 2023.
Naquele período, Babi explicou que passou anos dedicada aos cuidados de Arlindo e que enfrentava solidão. Segundo os relatos da empresária, a decisão de se relacionar novamente envolvia também a necessidade de companhia, e não apenas a busca por um novo romance.
Esse ponto é central para entender a controvérsia. Babi e Arlindo ficaram juntos por cerca de quatro décadas e tiveram dois filhos, Arlindinho e Flora Cruz. Ela permaneceu ao lado do sambista durante o período de limitações causadas pelo AVC e também falou sobre aquela fase na biografia *O Sambista Perfeito: Arlindo Cruz*.

A existência de um novo relacionamento não apaga esse histórico. Também não permite concluir, sem evidências, que a união anterior perdeu importância por causa do namoro com André. A crítica pública, nesse caso, misturou luto, cuidado, casamento e expectativas sobre como uma viúva deveria se comportar — mesmo antes de Arlindo morrer.
A exposição aumentou depois da morte do cantor
Arlindo Cruz morreu em 8 de agosto de 2025, aos 66 anos, após complicações de saúde relacionadas ao AVC. Dois meses depois, Babi publicou uma declaração para André. Em março de 2026, compartilhou pela primeira vez uma foto fixa do casal no feed do Instagram.
A nova publicação de praia segue essa trajetória de exposição gradual. André, que trabalha como empreendedor, proprietário de uma pizzaria na Rocinha, soldador de arco submerso, produtor de eventos e produtor artístico, também se descreve no Instagram como “bem casado com Babi Cruz”.
O detalhe ajuda a entender que a postagem não representa apenas uma aparição isolada. Há uma apresentação pública contínua da relação, feita em momentos diferentes e após fases distintas da vida de Babi: primeiro durante a doença de Arlindo, depois após a morte do cantor e, agora, em uma imagem cotidiana de lazer.
A declaração de André pode ser lida como uma tentativa de afirmar estabilidade, mas não há base para dizer que foi publicada com o objetivo de responder aos críticos. O dado objetivo é que ele celebrou a duração do relacionamento, enquanto seguidores deixaram mensagens de apoio e pediram que cuidasse bem de Babi.
A posição editorial mais razoável é separar a memória de Arlindo da autonomia afetiva de Babi. O passado do casal merece respeito, principalmente pela longa convivência e pelos anos de cuidados dedicados ao sambista. Mas esse passado não transforma a empresária em alguém obrigada a permanecer emocionalmente sozinha.
A foto não encerra as críticas antigas, nem precisa fazer isso. Ela apenas mostra que Babi continua assumindo uma relação que começou em uma circunstância delicada e que, com o passar do tempo, passou a ser sustentada publicamente pelo casal. Para o público, a questão deveria deixar de ser quando ela tinha permissão para recomeçar e passar a ser por que sua escolha ainda é tratada como uma prestação de contas.