
A estrutura criada por Rodrigo Hilbert revela como o sítio passou de refúgio familiar a espaço de produção, criação e convivência.
Aos 46 anos, Rodrigo Hilbert transformou o sítio da família em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, em algo maior do que uma casa de campo. A propriedade reúne cozinha industrial, cabana sustentável, áreas de lazer e espaços para receber familiares e equipes de produção.
A leitura mais interessante dessa mudança é que o local passou a funcionar como uma extensão da carreira e da vida pessoal do apresentador. Não se trata apenas de uma estrutura confortável para descansar. O sítio atende, ao mesmo tempo, às atividades gastronômicas de Rodrigo, às gravações e à rotina de convivência com Fernanda Lima e os filhos.
Uma cozinha pensada para grandes preparos
A cozinha industrial é o centro dessa transformação. O espaço tem bancadas de aço inoxidável, fogões de alta pressão, fornos de grande porte e exaustores potentes. A configuração permite preparar grandes volumes de comida, algo que uma cozinha residencial dificilmente comportaria com a mesma eficiência.
Rodrigo costuma se dedicar a pães, carnes defumadas e fermentações artesanais. Com a nova estrutura, essas atividades deixam de ser apenas um passatempo ocasional e ganham condições de produção mais próximas das de um ambiente profissional.

A cozinha também serve como estúdio privativo para gravações. Essa dupla função ajuda a explicar por que a obra faz sentido dentro da trajetória do apresentador: o espaço não separa completamente trabalho e vida doméstica. Ele permite que Rodrigo cozinhe para a família, os amigos e as equipes sem abandonar o ambiente rural que escolheu para a rotina.
Essa integração é o principal mérito do projeto. O sítio não aparece somente como cenário de luxo, mas como uma ferramenta prática para sustentar os interesses do apresentador. Ao mesmo tempo, existe um limite nessa imagem: os dados disponíveis mostram a estrutura e os usos do local, mas não permitem medir quanto tempo a família passa efetivamente ali ou com que frequência o espaço é usado profissionalmente.
A casa de campo como ambiente de convivência
A propriedade também ganhou uma cabana pré-fabricada de luxo, construída em sete meses com aço, madeira e grandes painéis de vidro. O projeto privilegia a iluminação natural e a ligação entre os ambientes internos e a paisagem.
A decoração combina elementos rústicos e soluções contemporâneas. A proposta reforça a ideia de uma vida rural adaptada ao conforto atual, sem transformar a casa em uma reprodução tradicional de fazenda. A cabana foi planejada para convivência, contemplação e uso multifuncional, incluindo momentos de descanso, leitura e gravações.

Outras construções ampliam a função do sítio. A casa principal e a chamada “casa da vó” acomodam visitas, enquanto a capela mantida pelo casal representa uma área de espiritualidade e pausa dentro da propriedade. Fernanda também já mostrou detalhes do quarto do casal na nova casa de campo, com uma cabeceira planejada para leitura e gravações.
O conjunto revela uma escolha clara: o sítio foi organizado para receber diferentes partes da vida da família, e não apenas para servir como endereço de fim de semana.
A rotina rural ganhou dimensão familiar
Rodrigo e Fernanda são pais dos gêmeos João e Francisco, que completaram 18 anos em abril, e de Maria Manoela, de 6 anos. A convivência no sítio inclui almoços, atividades esportivas e participação dos filhos em tarefas da propriedade.
Durante a pandemia, a família passou cerca de seis meses no local. Naquele período, os filhos ajudaram em trabalhos do sítio e construíram uma pequena casa de madeira com o pai. Mais recentemente, Fernanda compartilhou momentos como um campeonato de vôlei em família, mostrando uma dinâmica que continua possível mesmo com os gêmeos entrando em uma fase de maior independência.

Esse ponto é decisivo para entender o significado da reforma. A estrutura não foi pensada somente para valorizar a habilidade culinária de Rodrigo. Ela também cria espaços para uma família em momentos diferentes: os filhos mais velhos, já adultos, e a caçula ainda na infância.
A conclusão mais consistente é que o sítio funciona como uma plataforma de convivência, trabalho e identidade pública. A cozinha industrial reforça a carreira de Rodrigo; a cabana e as áreas integradas sustentam o conforto; e a rotina compartilhada dá sentido familiar ao investimento.
A imagem do refúgio rural, portanto, não depende apenas da natureza ao redor. Ela é construída por equipamentos profissionais, obras planejadas e uma rotina que mistura produção gastronômica, lazer e presença dos filhos. No caso de Rodrigo Hilbert, o campo deixou de ser apenas um escape dos holofotes e passou a ser o cenário onde diferentes dimensões de sua vida acontecem ao mesmo tempo.